Suzanne Aubert e Nossa Senhora da Compaixão no rio Whanganui

Anedotas sobre a Virgem Maria

Suzanne Aubert e Nossa Senhora da Compaixão no rio Whanganui

Jerusalém / Hiruharama, Nova Zelândia

Suzanne Aubert y Nuestra Señora de la Compasión en el río Whanganui
La venerable Suzanne Aubert (Meri Hōhepa), Nueva Zelanda. Foto: Archives New Zealand from New Zealand, Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Às margens do rio Whanganui, em uma curva da Nova Zelândia chamada Jerusalém (Hiruharama em maori), viveu e trabalhou uma mulher conhecida pelo povo como Meri Hōhepa: a Venerável Suzanne Aubert. Francesa de nascimento, chegou como missionária e dedicou toda a sua vida ao povo maori, aos pobres, às crianças abandonadas e aos doentes. Hoje, a Igreja a reconhece com o título de Venerável, o primeiro passo no caminho para a santidade.

Sua espiritualidade era explicitamente mariana, e isso está bem documentado. Ela fundou a Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Compaixão, e nesse próprio nome está condensada toda a sua visão: Maria como Mãe da Compaixão, aquela que está com os pobres, os doentes e os marginalizados, como esteve aos pés da Cruz. A partir de 1883, a missão em Jerusalém tornou-se seu centro, com escola, assistência médica e pastoral, sempre sob a proteção da Virgem Maria.

Na casa em Jerusalém, havia uma imagem de Nossa Senhora da Compaixão, e diante dela, Suzanne e as meninas, tanto maoris quanto europeias, se reuniam para rezar o Rosário e confiar os enfermos a ela. O que está documentado aqui é precioso em sua simplicidade: a oração diária, a oratória mariana, as graças que os arquivos da congregação geralmente atribuem à intercessão da Virgem em situações extremas, como crianças doentes ou fome. Esses relatos são geralmente apresentados de forma geral, sem floreios; portanto, no que diz respeito a uma anedota específica e publicamente verificável, deve-se afirmar honestamente que ela não está documentada. O que é verdadeiro e comovente é o quadro completo: uma vida de serviço sustentada pelo Rosário.

Suzanne Aubert também soube inculturar a fé, falar a língua do povo e respeitar o seu mundo, mostrando que Maria não veio para apagar os Maori, mas para acolhê-los como Mãe. Hoje, Jerusalém/Hiruharama continua sendo um local de peregrinação centrado nela e na devoção a Nossa Senhora da Compaixão.

Quem quiser compreender Suzanne Aubert só precisa observar o que ela rezava: o Rosário, lentamente, diante da Mãe da Compaixão, com as crianças ao seu lado. Aí reside todo o seu segredo, pois a compaixão de Maria se aprende pela oração e se contagia quando se compartilha o Rosário com os pobres.

«La Madre de la Compasión no abandona a quien la reza junto a los pobres.»
Fuentes: biografías de la venerable Suzanne Aubert (Meri Hōhepa) y de las Hijas de Nuestra Señora de la Compasión; documentación de la Iglesia en Nueva Zelanda sobre la misión de Jerusalén / Hiruharama. Los favores atribuidos a la Virgen se conservan de forma general en los archivos de la congregación; una anécdota concreta verificable al público no consta.

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