Devoção mariana

A Igreja clandestina e a Igreja patriótica na China

História mariana chinesa

Desde a fundação da República Popular da China em 1949, a Igreja Católica na China tem sido dividida em duas comunidades: a «Igreja clandestina» (ou «Igreja subterrânea»), fiel a Roma, e a «Igreja patriótica» (ou «Igreja oficial»), controlada pelo governo. Esta divisão tem sido uma das realidades mais dolorosas e complexas da Igreja na China.

O nascimento da Igreja patriótica

Em 1957, o governo comunista fundou a Associação Patriótica Católica China (中国天主教平国会), uma organização que pretendia controlar a vida da Igreja Católica no país. A Associação Patriótica rejeitava a autoridade do Papa e nomeava seus próprios bispos sem a aprovação da Santa Sé.

Os católicos que se recusavam a aderir à Associação Patriótica eram considerados “contrarrevolucionárias” e sofriam represálias. Muitos sacerdotes e bispos foram presos ou enviados a campos de trabalho por sua lealdade ao Papa.

A Igreja clandestina

Os católicos que se recusavam a aderir à Associação Patriótica formaram a «Igreja clandestina» ou «Igreja subterrânea». Esta Igreja se reunia em segredo, celebrava a missa em casas privadas e mantinha a comunhão com o Papa em risco de sua liberdade e de sua vida.

A Virgem Maria foi a protetora da Igreja clandestina. Os fiéis se encomendavam à Virgem Maria, rezando o rosário e levando a Medalha Milagrosa como sinal de proteção. A devoção à Nossa Senhora da China foi o centro da vida espiritual da Igreja clandestina.

A Igreja patriótica

A Igreja patriótica, controlada pelo governo, celebrava a missa em igrejas oficiais e reconhecia a autoridade da Associação Patriótica. Os bispos da Igreja patriótica eram nomeados pelo governo, sem a aprovação da Santa Sé.

Apesar das diferenças, muitos fiéis da Igreja patriótica mantiveram uma profunda devoção mariana. As igrejas oficiais veneravam a Virgem Maria e celebravam as festas marianas, embora sob a supervisão do governo.

A divisão e a unidade

A divisão entre a Igreja clandestina e a Igreja patriótica tem sido uma fonte de dor e de conflito dentro da Igreja na China. Muitos fiéis se sentiam divididos entre sua lealdade ao Papa e a pressão do governo.

Nos últimos anos, a Santa Sé e o governo chinês têm procurado caminhos de reconciliação. O acordo provisório de 2018 sobre a nomeação de bispos foi um passo importante para a unidade da Igreja na China.

A devoção mariana como ponte de unidade

A devoção à Virgem Maria tem sido uma ponte de unidade entre a Igreja clandestina e a Igreja patriótica. Ambas as comunidades venham a Virgem Maria e celebram as festas marianas. A devoção à Nossa Senhora da China, à Medalha Milagrosa e ao Santo Rosário é compartilhada por ambas as comunidades.

A Virgem Maria, como Mãe da Igreja, é vista como a que pode unir os católicos chineses na fé e na caridade, superando as divisões políticas e ideológicas.

Igreja patriótica: De 1957
Igreja clandestina: Desde 1949
Associação Patriótica: 中国天主教平国会
Acordo: 2018 (Santa Sé-China)
Ponte de unidade: Devoção mariana
Significado: Fidelidade e sofrimento
“A Virgem Maria é a mãe de todos os católicos da China, tanto dos que pertencem à Igreja clandestina como dos que pertencem à Igreja patriótica. Ela pode unir o que a política dividiu.» — Reflexão de um bispo chinês

Uma flor para Virgem

Reza uma Ave Maria pela unidade da Igreja na China.

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