Devoção mariana

Nossa Senhora de Tióstoo

Advogação mariana de Boyacá

A advocação conhecida popularmente como Nossa Senhora dos Tiestos o Virgem dos Tiestecitos corresponde históricamente a Nossa Senhora do Rosário da Estrela de Tutazá, venerada no município de Açafrão, departamento de Boyacá, Colômbia. A presença da imagem remonta ao século XVII, quando teria sido levada por missionários agustinos espanhóis, procedente da escola tirenha de escultura. Desde época colonial a imagem foi entronizada em uma pequena igreja doctrinera e consolidou-se uma devoção local intensa.

Dados principais

Local: Boyacá (Boyacá, Colômbia)

Origem e história

A advocação conhecida popularmente como Nossa Senhora dos Tiestos o Virgem dos Tiestecitos corresponde históricamente a Nossa Senhora do Rosário da Estrela de Tutazá, venerada no município de Açafrão, departamento de Boyacá, Colômbia. A presença da imagem remonta ao século XVII, quando teria sido levada por missionários agustinos espanhóis, procedente da escola tirenha de escultura. Desde época colonial a imagem foi entronizada em uma pequena igreja doctrinera e consolidou-se uma devoção local intensa.

Segundo a tradição/leienda, em 25 de julho de 1819, na Pantano de Vargas batel, o Libertador Simón Bolívar, angustiado diante da iminente derrota, invocou uma Virgem cuja invocação não lembrava, referindo-se a ela como a Virgem “de esse povo onde fazem esses tiestesitos tão bonitos”. A partir deste episódio começou a chamar-se popularmente Virgem dos Tiestecitos ou “dos tiestesitos”. A tradição piedosa afirma que a Virgem teria intervindo provocando um nevoeiro que confundiu o exército realista e favoreceu a vitória patriota. Trata-se de uma interpretação devocional de um fato histórico (a batalha) iluminado pela fé mariana, mas não verificável em termos estritamente historiográficos.

Na historia documentada, a Igreja local, historiadores e cronistas reconhecem a antiga existência da imagem, sua ligação com Tutazá e sua enraizamento devocional, bem como a relação simbólica com a gesta libertadora, até o ponto de ser conhecida também como Virgem da Liberdade. A associação com o trabalho do barro e os “tiestos” faz parte da identidade cultural de Tutazá: a localidade é reconhecida por sua tradição alfarera, de onde procede o apelido dado por Bolívar na memória popular.

A imagem e o santuário

A invocação corresponde a uma imagem de a Virgem do Rosário, sob o título completo Nossa Senhora do Rosário da Estrela de Tutazá. As fontes indicam que se trata de uma escultura da escola, levada por missionários agustinos no século XVII. Não são fornecidas nas fontes consultadas detalhes minuciosos sobre o material (madeira policromada ou outro), mas pelo contexto histórico e a menção à escola tirenha pode inferir-se, com cautela, que se trata de uma talha tradicional andina; no entanto, como dado técnico não consta explicitamente. Sim, indica-se que a imagem é “hermosa” e de estilo de acordo com a arte colonial barroca.

A imagem é vista no Templo paroquial – Santuário de Nossa Senhora da Liberdade, em Tutazá. Ali se conserva em um retábulo colonial barroco, onde está exposta a chamada Virgem de Tutazá. O santuário localiza-se no centro urbano de Tutazá e está associado a uma antiga igreja doctrinera, ampliada e consolidada como centro de peregrinação mariana regional. Não consta das fontes consultadas que este templo tenha o título de basílica menor, nem que tenha sido declarado santuário nacional; é chamado santuário No âmbito paroquial e diocesano.

Não ambiente do município também se menciona uma “capilla” vinculada à Virgem e às tradições de romaria, situada em uma vereda de altura (A Capela – El Páramo), onde se concentram fiéis nas festas patronais. No entanto, não consta que esta capela tenha um título oficial diferente do do santuário principal nem um reconhecimento específico como santuário nacional.

Patronagem e coroação

La Virgem dos Tiestos/Tiestecitos é reconhecida como padroeira de Tutazá e invoca-se também como Virgem da Liberdade, em relação à memória da campanha libertadora em Boyacá. Diversas crônicas assinalam que Tutazá se tornou um importante destino turístico e de peregrinação devido à devoção a esta invocação mariana.

Quanto a uma eventual coroação canônica, as fontes consultadas (crónicas eclesiais, artigos de divulgação católica e materiais institucionais) sem registro decreto pontifício nem ato formal de coroação canônica de Nossa Senhora do Rosário da Estrela de Tutazá. Por conseguinte, deve ser afirmado: não consta uma coroação canônica documentada.

Celebração e devoção

As principais celebrações em honra desta invocação concentram-se em dois momentos do ano. É explicitamente mencionado o Primeiro domingo de fevereiro e o último domingo de outubro, quando os fiéis de Tutazá e de populações aledanhas vêm em romaria para honrar a Virgem do Rosário da Estrela, conhecida como Virgem dos Tiestecitos. Estes dias são considerados as festas patronais do município e registram a maior afluência de devotos e turistas.

A devoção caracteriza-se por um forte traço rural e popular: processões, missas solenes, orações de ação de graças por favores recebidos e uma marcada relação com a identidade local alfarera (os “tiestos” de barro). A Virgem é invocada como intercessora diante de dificuldades pessoais, familiares e comunitárias, e como protetora da liberdade e da paz, em memória do relato ligado ao Pantano de Vargas. Os documentos apontam que, nessas festas, Tutazá se torna um importante destino de peregrinação regional, sem fornecer números exatos de afluência.

Ligação com o Rosário

O título original da invocação é Nossa Senhora do Rosário da Estrela de Tutazá, o que a vincula de modo direto e essencial com o oração do Rosário. A imagem representa a Virgem do Rosário e o santuário mesmo se identifica como lugar de especial promoção desta oração mariana; as celebrações patronais se integram habitualmente com a meditação dos mistérios do Rosário, como prática tradicional na piedade popular boyacense. Embora as fontes não detalham esquemas concretos (novenas do Rosário, horas santas com Rosario, etc.), o caráter rosariano do título permite afirmar uma relação orgânica entre a invocação e esta forma de oração.

Para além dos dados específicos, o Rosário aparece como um caminho ordinário pelo qual os fiéis de Tutazá assumem a memória grata da ação de Deus na história: tanto na vida cotidiana do campo como nos grandes acontecimentos nacionais evocados pela tradição (a batalha do Pantano de Vargas). Ao contemplar, com Maria, os mistérios de Cristo, a comunidade crente integra sua própria história –marcada pelo trabalho do barro, as lutas pela liberdade e esperança de paz – no horizonte da salvação. Quando não se conservam detalhes pontuais de práticas rosarianas locais, pode-se afirmar, em chave mariana geral, que o Rosário é a forma privilegiada Com a qual esta devoção se nutre da fé da Igreja e se mantém viva nas famílias e peregrinos que frequentam ante a Virgem dos Tiestos.

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Fontes: tradição do santuário, informação diocesana e Wikipédia em espanhol. A distinção entre a piedade popular e a história eclesial documentada é própria desta ficha; os relatos extraordinários se apresentam como devoção e não como pronunciamento doutrinal.

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