Devoção mariana
Nossa Senhora do Urze
Patrona da Montanha Palentina
No alto da Serra do Brezo, a mais de mil quatrocentos metros, um santuário serrano guarda a padroeira da Montanha Palentina; cada 21 de setembro, dia de São Mateus, milhares de fiéis suben na romaria mais importante da comarca.
Origem e história
Há registro escrito de peregrinações ao lugar do Brezo desde 1535, e em 1607, por bula de Paulo V, autorizou-se a fundação da Cofradia do Brezo, sinal de um culto mariano já consolidado. A imagem titular é uma talha românica do século XIII. O templo atual se levanta sobre uma antiga ermita que a tradição — "não isenta de lenda"— atribui a Afonso X o Sabio; o santuário conservou durante séculos uma comunidade de monges, que o abandonou com a Desamortização, até 1835. Foi coroada canônicamente em 1961 pelo bispo de Palencia, com bula de Juan XXIII.
A lenda local conta que em 1478 a Virgem se apareceu a dois pastores extremenos, encomendando-os buscar nas montanhas um lugar chamado Fonte do Brezo, onde encontrariam uma imagem esquecida entre a espesura e uma ermita em ruínas; relato que as próprias fontes apresentam como tradição. O traço mais característico é a romaria do Brezo de 21 de setembro, multidãoinaria e de hondo enraizamento, que congrega fiéis de toda a Montanha Palentina na esplanada do santuário e é considerada uma das mais importantes da província.
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