Devoção mariana
Nossa Senhora de Cocharcas, "Mamacha Cocharcas", venerada no Santuário de Nossa Senhora de Cocharcas
Advogação mariana de Cocharcas (Apurímac)
Historia documentada. Segundo os estudos históricos e a tradição recolhida em fontes acadêmicas, o culto a Nossa Senhora de Cocharcas se forma a fins do século XVI, em território dos antigos chankas, na atual região de Apurímac (Perú). A imagem é da tipo copocabano, procedente do santuário de Copacabana (atual Bolívia), e foi traída em 1598 por um pobre indígena chamado Sebastián Quimichi, que obteve autorização do bispo de Cusco para sua veneração e para a fundação de uma cofradia em sua honra. O santuário se consolidou rapidamente como um dos primeiros grandes santuários marianos dos Andes, com influência na formação da piedade popular dentro e fora de Apurímac.

Dados principais
Origem e história
Historia documentada. Segundo os estudos históricos e a tradição recolhida em fontes acadêmicas, o culto a Nossa Senhora de Cocharcas se forma a fins do século XVI, em território dos antigos chankas, na atual região de Apurímac (Perú). A imagem é da tipo copocabano, procedente do santuário de Copacabana (atual Bolívia), e foi traída em 1598 por um pobre indígena chamado Sebastián Quimichi, que obteve autorização do bispo de Cusco para sua veneração e para a fundação de uma cofradia em sua honra. O santuário se consolidou rapidamente como um dos primeiros grandes santuários marianos dos Andes, com influência na formação da piedade popular dentro e fora de Apurímac.
A construção do Santuário de Nossa Senhora de Cocharcas Começa-se precisamente na raiz desta devoção, em torno do final do século XVI e inícios do XVII, tornando-se um dos santuários marianos mais antigos e importantes da América do Sul. Desde o período virreinal, a devoção irradiu para outras regiões andinas, dando origem a réplicas em diversos povos e cidades, especialmente na serra central do Peru.
Tradição e lenda. A memória popular andina recolhe o relato de Sebastián Quimichi como um indígena humilde que, movido pela fé e depois peregrinar a Copacabana, teria prometido levar uma imagem da Virgem à sua terra e promover seu culto entre os seus. Em torno deste fato se têm tecido relatos orais de viagens arduos, curações, favores recebidos e proteção especial da Virgem sobre a região chanka, que fazem parte da tradição devocional, mas nem sempre estão documentados com detalhes em fontes escritas. Esta tradição contribuiu para perfilar a imagem contável da Virgem como «Mamacha Cocharcas», mãe próxima e protetora dos peregrinos.
A imagem e o santuário
A imagem. A efigie de Nossa Senhora de Cocharcas é uma tamanho em madeira policromada, de tipo copocabano, estreitamente emparentada com a célebre Virgem de Copacabana. Trata-se de uma imagem de pé, de regular tamanho, que sustenta o Menino Jesus no braço esquerdo, enquanto na mão direita porta a candela e o canastillo, elementos característicos da iconografia original relacionada à Virgem da Candelaria/Copacabana. A Virgem veste um amplo manto e vestido ricamente bordados, segundo o gosto barroco andino, e é apresentada como uma rainha e mãe, enquadrada pela estética festiva e colorida própria dos Andes. Algumas fontes populares destacam também que a Criança sustenta o mundo em suas mãos e bendiz ao fiel, embora este detalhe seja coletado com mais clareza em síntese divulgativas do que na documentação acadêmica.
O santuário. El Santuário de Nossa Senhora de Cocharcas É um templo católico erigido na localidade de Cocharcas, província de Chincheros, departamento de Apurímac (Perú), dedicado especificamente a esta invocação mariana. Está localizado numa planície perto do rio Pampas e é descrito como um Santuário monumental mariano, um dos primeiros grandes centros de peregrinação mariana dos Andes. Arquitectônicamente, responde ao modelo de grande igreja andina de época colonial, com sucessivas ampliações e remodelações; porém, nas fontes consultadas não consta que o santuário tenha sido elevado ao título de basílica menor nem que tenha um reconhecimento específico como santuário nacional pela Conferência Episcopal; ele é mencionado sobretudo como santuário diocesano e regional de santuário dentro da diocese de Abancay.
Patronagem e coroação
Padroeira. A diocese de Abancay reconhece expressamente a Nossa Senhora de Cocharcas como Patrona e Protetora da Diocese de Abancay. Além disso, sua influência devocional abrange toda a região de Apurímac, onde é conhecida popularmente como «Reina dos Andes peruanos» e onde sua festa constitui o eixo religioso e cultural da província de Chincheros. Não consta um patronato de caráter nacional para o Peru, mas sim uma forte identificação regional e diocesana.
Coroação canônica. As fontes históricas assinalam que o 8 de setembro de 1946 se celebraró la coroação canônica da imagem de Nossa Senhora de Cocharcas em seu santuário. Esta coroação foi precedida por uma assembleia mariana em Ayacucho e seguida de um Congresso Mariano em torno do santuário. As fontes consultadas não especificam com clareza o nome do pontífice que autorizou formalmente a coroação nem o delegado pontifício que a realizou; dado que o ano corresponde ao pontificado de Pio XII, pode inferir-se que a concessão se fez durante seu pontificado, mas esta precisão não figura expressamente nos textos disponíveis, pelo que, em estrita fidelidade às fontes, só consta com segurança o 1946 e a realização da coroação canônica.
Celebração e devoção
La festa principal Nossa Senhora de Cocharcas celebra-se o 8 de setembro, coincidindo com a Natividade da Virgem Maria. Na diocese de Abancay, esta festa é celebrada como Solemnidade. O Governo Regional de Apurímac declarou este dia como feriado regional, sublinhando a centralidade da celebração para a identidade cultural e religiosa da zona.
O santuário de Cocharcas é descrito como um Grande centro de peregrinação interregional: milhares de fiéis de toda Apurímac e de outras regiões andinas vêm todos os anos à festa da "Mamacha Cocharcas", formando uma das maiores concentrações devocionais marianas do sul peruano. A afluência de peregrinos, as processões, as missas solenes e as expressões de piedade popular –danças, cantos, oferendas, promessas e velas – constituem o coração da festa, que tem sido qualificada como o “alma” do departamento de Apurímac.
A devoção à Nossa Senhora de Cocharcas se espalhou além do seu santuário original, com réplicas da imagem Em diversos lugares, documenta-se com clareza sua presença em Sapallanga e Orcotuna (região Junín), bem como um templo desta invocação em Bairros Altos (Lima), de origem virreinal. Em todos estes lugares, a figura da «Mamacha Cocharcas» está associada à proteção das famílias, camponeses e viajantes da serra, mantendo um forte caráter popular e interétnico.
Ligação com o Rosário
As fontes consultadas sobre Nossa Senhora de Cocharcas não documentam especificamente uma confraternidade rosariana própria, nem um vínculo histórico particular entre esta invocação e a difusão do Rosário, além da prática geral do rezo mariano nos santuários. Por conseguinte, sem conteúdo Uma relação singular e explícita entre a história desta invocação e um movimento rosariano concreto.
No entanto, como na maioria dos santuários marianos dos Andes, o Rosário faz parte habitual da piedade dos per
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