A mula que escolheu a casa da Virgem

Anedotas sobre a Virgem Maria

A mula que escolheu a casa da Virgem

Oaxaca de Juárez (México) (século XVII)

La mula que escogió la casa de la Virgen
Basílica de la Soledad, Oaxaca (México). Foto: AlejandroLinaresGarcia, Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A tradição oaxaquenha conta que, no final do século XVI ou início do século XVII, uma caravana de mulas chegou à cidade. Entre elas, havia uma mula sem condutor conhecido, carregando um misterioso caixote. Ao passarem pelo bairro onde hoje se encontra o santuário, a mula desmaiou e morreu repentinamente, e ninguém quis assumir a responsabilidade pela carga abandonada. Quando finalmente abriram o caixote, encontraram dentro uma imagem da Virgem Maria. O povo compreendeu imediatamente: a própria Mãe havia escolhido aquele lugar para ser venerado, e ali seu templo foi construído.

Donde cayó la mula sin dueño, allí quiso quedarse la Soledad: como si la Virgen, sin necesidad de palabras, hubiera señalado con su silencio la casa que deseaba habitar entre los oaxaqueños.

Vale a pena dizer com carinho e sinceridade: esta história da mula e da caixa é uma bela lenda fundadora. Os detalhes variam de uma versão para outra — a data, quem encontrou a imagem, se era uma figura de Cristo e a Virgem foi esculpida posteriormente — e essa própria variabilidade demonstra que estamos lidando com a devoção popular e não com um registro notarial. O episódio específico não consta nos arquivos da prefeitura nem em registros notariais acessíveis.

O que está firmemente documentado é o fato essencial: a cidade de Oaxaca foi fundada em 1532 e, no início do século XVII, já existia ali uma imagem mariana dolorosa, Nossa Senhora da Solidão aos Pés da Cruz, objeto de forte devoção. Essa devoção motivou a construção de um grandioso templo, a atual Basílica de Nossa Senhora da Solidão, erguida entre os séculos XVII e XVIII; o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) estuda sua fachada barroca em pedra verde como patrimônio do período vice-reinal. A Virgem é hoje "Mãe, Rainha e Padroeira do povo de Oaxaca", intimamente ligada à música, às festas e à memória dessa comunidade. Sua principal festa é celebrada em 18 de dezembro, com missas solenes, procissões e música tradicional.

Como Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Solidão é espontaneamente associada na piedade mexicana à meditação dos Mistérios Dolorosos do Rosário, que é rezada naturalmente em sua basílica. No entanto, não há registro de nenhum decreto ou confraria do Rosário que defina legalmente a identidade deste santuário: a ligação é a da devoção mariana comum, não a de uma fundação formal do Rosário.

Fuentes: Entrada «Nuestra Señora de la Soledad» en fuentes locales y de divulgación oaxaqueña; INAH sobre el templo y exconvento de la Soledad; comunicación de la Basílica de Nuestra Señora de la Soledad y prensa cultural de Oaxaca.

🌹 Uma flor para a Virgem

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